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Eu

que tantas vezes sonhei que quase fui embora que muitos sonhos amei dei adeus à ilusão quantos dias chorei me pergunto: e agora? que tantos eu´s abandonei? como existir sem solidão? construo o amor que em outros procurei sinto que meu ser vigora e tudo o que eu deixei está livre em meu coração nada deixei, nada havia - fantasia.

Poderia ser segunda-feira

Ela decidiu não mais romantizar pessoas e situações. Pela dureza da decisão, poderia ser segunda-feira, mas era sexta.

Mariana

Era mês de águas que fecham o verão O tempo era sem sentido Tu chegaste como um sol no meu coração Antes era tudo vazio Tu que tiraste a venda dos meus olhos e tudo se clareou Tudo começou como a singeleza dos orvalhos e meu mundo se iluminou Amor assim, profundo, nunca antes sentira Minha felicidade é teu olhar sorrindo ao amanhecer Teu doce cheiro me inebria O sentimento que emanas me faz crescer Cheia de graça, minha vida, meu amor O tempo agora é paz e felicidade E se desfez toda dor Agora sim, é para sempre, liberdade, é amor. é verdade.

"A força que nunca seca"

Este texto é  para uma irmã. Para minha doce e serena que me apresentou a arte como possibilidade de cura.  A senhora com a lata na cabeça, equilibrando de todo jeito a lata, a lata que não mostra o corpo entortar. Essa água que vai na lata é vida. é vida em movimento. A senhora que luta pela vida, que carrega em si todas as forças de quem tem um motivo para continuar levando a lata.  A lata, metáfora que não se reduz. Só se transcendermos no tempo e no espaço da vida.  Muitas vezes o corpo entortou, a força ameaçou acabar, mas ela estava lá, porque a senhora nunca anda sozinha, não dá.  As forças então se renovam com a doce voz dos Anjos, sim ela é dos Anjos.  Estava como a senhora tentando equilibrar a lata, por muitas vezes parecia que toda a água iria cair, mas lá estava ela, mostrando um jeito de equilibrar. Lá estava ela, mostrando que a lata é mais do que isso tudo aqui que vivemos, porque tem algo mais. Dando sentido, ensinando a costurar as ...

Velha roupa colorida - Belchior

Você não sente nem vê Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem novo Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer Nunca mais meu pai falou: "She's leaving home" E meteu o pé na estrada, "Like a Rolling Stone..." Nunca mais eu convidei minha menina Para correr no meu carro...(loucura, chiclete e som) Nunca mais você saiu a rua em grupo reunido O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, quero cartaz No presente a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais No presente a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais Como Poe, poeta louco americano, Eu pergunto ao passarinho: "Black bird, o que se faz?" Haven never haven never haven Black bird me responde Tudo já ficou atras Haven never haven never haven Assum-preto me responde O passado nunca mais Você não sente não vê Mas eu não posso deix...
A música é metáfora da alma a poesia, metonímia do amor os sonhos, projetos do vir a ser vida? INCERTEZA!

da alma

Tudo parece mais claro o véu que cobria a verdade se desfez agora é a alma que vê Não há mais sentido vago para encontrar o sentido, o que se fez? agora é a alma que lê Não existe solidão e dia amargo O coração se refez Agora é alma que crê